Como escrever uma história de amor inesquecível

Ah, as histórias de amor… elas encantam, inspiram e, ao mesmo tempo, são capazes de emocionar e arrancar lágrimas do leitor como ninguém. Pode-se dizer até que são as histórias de amor que constroem os nossos ideais amorosos.

Quem nunca quis viver um amor inesquecível? Os incontáveis leitores ávidos de romance com certeza querem. Por isso, nas dicas de autopublicação de hoje, vamos ensinar como escrever uma história de amor inesquecível passo a passo.

1.     Desenvolva personagens apaixonantes

Se você quer escrever um livro emocionante, o desenvolvimento das personagens é sempre uma prioridade. Você pode publicar ebook de sucesso com um enredo simples, mas com personagens sem graça, nenhuma história sobrevive a passagem do tempo.

Em uma história de amor, isso é ainda mais importante, porque o foco do enredo está na relação entre as personagens, como elas se apaixonam, como elas se envolvem… e, se os leitores não se apaixonarem pelas personagens, como eles vão acreditar no amor que elas sentem uma pela outra?

Você deve escrever personagens complexas, com características envolventes, e conquistar o leitor da mesma maneira que seus protagonistas conquistaram um ao outro. Mas, antes de seguir em frente…

2.     Ser apaixonante não significa não ter defeitos

É importante entender a diferença entre uma personagem perfeitinha e uma personagem apaixonante. Em outras palavras, não escreva uma “Mary Sue”, isto é, uma personagem inverossímil, que não possui defeitos, mas é cheia de qualidades inacreditáveis.

Personagens apaixonantes são, de certa forma, “gente como a gente”. Eles também têm defeitos, fraquezas, desafios. São essas características que permitem que os leitores se identifiquem com eles.

E, é claro, você pode desenvolver uma personagem que possui defeitos sem torná-la insuportável. Basta equilibrar os lados positivos e os negativos.

Saindo um pouco dos exemplos literários (porque podemos encontrar inspiração em todo lugar), uma série que apresenta

Um ótimo exemplo de personagens com características boas e ruins muito equilibradas é Jane The Virgin (2014), uma série de TV americana inspirada em novelas latinas. A série equilibra situações absurdas típicas de novelas com personagens verossímeis e complexos.

A premissa gira em torno de Jane Gloriana Villanueva, uma jovem latina que prometeu a Deus que esperaria até o casamento para perder a virgindade, mas é inseminada artificialmente por acidente.

Jane, a protagonista, é uma mulher romântica e com forte moral, que sempre busca fazer o que é certo e não perder a razão. Ela também tem características únicas, como um vício em pesquisar e fazer listas como forma de racionalizar a vida.

Em contrapartida, isso a torna um pouco controladora e metódica. E, apesar de tentar ser sempre justa e racional, ela ainda assim perde a cabeça muitas vezes.

Em relação à virgindade, apesar de manter a promessa, ela “não é santa”, e gosta de escrever contos eróticos para o namorado. Sim, Jane sonha em ser escritora!

Se você quiser mais ajuda para criar personagens complexos, dê uma olhada em nosso artigo: 17 perguntas que você deve fazer às suas personagens.

3.     O casal não precisa combinar em tudo

Assim como as personagens não precisam ser perfeitas individualmente, elas também não precisam se encaixar como duas peças de lego. A questão é, é claro, é necessário que um casal tenha compatibilidade para ficar junto, mas a vida é um pouco mais complicada do que isso.

Compatibilidade não significa um alinhamento perfeito dos planetas. Não significa que o casal tem que gostar de exatamente todas as mesmas coisas, ter a mesma idade, os mesmos planos, morar na mesma cidade, querer o mesmo emprego e nunca discordar um do outro a vida inteira.

Compatibilidade significa ser capaz de rir das piadas um do outro, gostar da companhia, do beijo, da conversa. Sentir saudade quando está longe, felicidade quando está perto. Pode sim ter a ver com gostos ou ideais em comum, mas nem tudo precisa se encaixar perfeitamente.

E que graça teria ler uma história de amor onde tudo é perfeito e não há conflito? Nenhuma. A verdade é que, mesmo que busquemos soluções na literatura para o que é imperfeito na vida real, essas soluções de nada valem se não há obstáculos para se superar.

E, entramos então, no nosso próximo tópico…

4.     Os desafios tornam o amor mais intenso

Já entendemos que suas personagens podem ser um pouquinho diferentes uma da outra. Mas e os obstáculos que isso causa? Eles também são importantes!

Obstáculos e desafios são relevantes para a construção de quase todo tipo de enredo. Eles prendem o leitor ao livro, criam adrenalina e, acima de tudo, fazem a felicidade realmente parecer especial.

Em um romance, esses obstáculos não precisam ser muito mirabolantes. Podem ser questões externas, como uma guerra, distância geográfica entre o casal, etc. Mas também pode ser uma questão pessoal e interna.

Quem nunca ouviu falar de frases como “eu não quero um relacionamento agora” ou “eu quero me focar nos estudos”. As pessoas passam por momentos diferentes na vida, em que elas podem querer se focar nelas mesmas ou precisam superar a bagagem acumulada da vida antes de pular em uma relação.

Na vida, estamos acostumados a pensar que a melhor solução é pular fora quando isso acontece, mas, é claro, às vezes o amor fala mais forte e vivemos o famoso papel de trouxa.

Na ficção, essas questões nem sempre precisam terminar mal. A sua personagem pode estar vivendo um momento que não é voltado para o amor e de repente se apaixonar. E se ela quiser fazer dar certo? E se ela conseguir? É uma alternativa interessante.

E, dependendo do tipo de romance que você estiver escrevendo, pode dar tudo errado no final também. Convenhamos, seria bastante verossímil.

5.     Tente fugir dos clichês

Eu sei que você adora. A maioria dos escritores tem o seu clichê de estimação. Alguns inclusive fazem milhões de dólares botando esses clichês na prática. Os clichês se tornaram clichês por um motivo. É claro que há um certo charme.

Mas, de uma maneira ou de outra, é preciso tomar cuidado. Quando se diz “clichê”, a imagem que vêm à cabeça é péssima e qualquer um sabe disso. Se alguém ler o seu livro e identificar os clichês, a impressão desse leitor também não será muito boa.

Pense em tudo que você já cansou de ler por aí. Frases. Tipos de personagens. Enredos para lá de batidos. Fuja desses elementos. Fuja, fuja, fuja. E se você tiver um clichê que não consegue abandonar de forma alguma, tudo bem, há uma alternativa… subverta o clichê!

Por exemplo, podemos pensar em Crepúsculo. A série romântica adolescente conquistou incontáveis leitores em cima de nada mais, nada menos, do que um clichê: a menina sem nada de especial (com quem a leitora se identifica) que se apaixona por um homem completamente incrível e totalmente fora do comum.

Essa mesma fórmula foi repetida em 50 Tons de Cinza, que foi criado inicialmente como uma fanfic de Crepúsculo. Nesse caso, o interesse romântico, Christian Grey, é lindo e rico e misterioso assim como Edward Cullen. Mas, em vez de ser um vampiro, ele tem hábitos sexuais pouco convencionais, por assim dizer.

E se você inverter os papéis e a mocinha for a vampira que se apaixona pelo menino humano? Ou até mesmo escrever uma história em que os dois protagonistas são do mesmo gênero? Pense em uma reviravolta para o clichê e, no final, não será tão clichê assim.

E aí, autor? Gostou dessas dicas? Comente quais suas histórias de amor favoritas na ficção.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *